segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Alentejo, tempo para ser feliz


"Segundo dados estatísticos divulgados, o Alentejo foi a região que evidenciou maiores crescimento turístico de Janeiro a Setembro, atingindo os 5,4% num total de 933 mil dormidas. A isto devemos ainda juntar o crescimento também verificado em 2009, ou seja, o Alentejo tem vindo a despertar cada vez mais interesse turístico.

Devemos atribuir responsabilidades ao trabalho desenvolvido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERTA)? Devemos considerar que a situação de crise liberta menos margem para o lazer e daí o recurso a um destino mais “perto da porta”?

Acredito que um pouco das duas.

A verdade é que a Entidade Regional de Turismo se mostra dinâmica e continua a mostrar trabalho para que, de forma estruturada, o Alentejo no seu todo possa continuar a atrair visitantes. A tarefa não me parece nada fácil uma vez que nos referíamos a um terço do território nacional, num conjunto de dezenas de municípios com tradições e culturas diversas, com uma componente marítima, com planícies e serra.

Por outro lado, interessa reter os visitantes por vários dias, para que gastem dinheiro na hotelaria, na restauração e na aquisição de produtos regionais. Nada melhor que pacotes diversificados e que se arrastem por três ou quatro dias.

Talvez tenha sido positiva a união das diversas regiões de turismo alentejanas uma vez que, com mais massa crítica talvez consigamos ter mais peso, no entanto, não é pêra doce conseguir uma imagem que identifique o todo.

A semana passada foi apresentada a nova imagem de comunicação do Alentejo sob o mote “Alentejo, tempo para ser feliz”. Nos próximos dias estará disponível na TV, rádio, imprensa e internet, estendendo-se a 2011.

Ainda não vi o resultado final, mas confesso que estou curioso. Efectivamente o tempo tem para nós outra dimensão. Numa sociedade cosmopolita onde falta tempo, onde o dia-a-dia é feito de correria e de stress, parece-me uma pedrada no charco propor a oferta de tempo passado com qualidade, onde haja silêncio, onde se possa coexistir com uma fauna e uma flora características, onde o ritmo de vida se desencadeia a outra velocidade.

É essa a riqueza que, apesar das suas especificidades, cada região do Alentejo tem para oferecer a quem nos visita. E nos dias que correm, não há preço a que pague! É a chamada qualidade de vida!

O turismo é realmente a saída para uma região onde a indústria tem pouca expressão, e cada vez menos, onde a agricultura ainda cria riqueza, mas poderia criar muita mais, e onde os serviços estão cada vez mais centralizados.

Aguardemos os resultados!!!"

[Por NP in Dualidades]

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